Selo

Selo da Diversidade 2017

O Selo da Diversidade é uma distinção de prestígio enquadrada na Carta Portuguesa para a Diversidade. A Carta Portuguesa para a Diversidade é um dos instrumentos voluntários criados com o objetivo de encorajar as entidades empregadoras e demais organizações a implementar e desenvolver políticas e práticas de promoção da diversidade. Surge em linha com os esforços encetados pela Comissão Europeia e com as prioridades da Estratégia Europa 2020, plasmadas, por exemplo, nas Diretivas 2006/54/CE, de 5 de Julho de 2006 (princípio da igualdade de tratamento entre as pessoas, sem distinção de género), 2000/43/EC, de 29 de Junho de 2000 (origem racial ou étnica) e na 2000-78-CE, de 27 de Novembro de 2000 (estabelecimento de um quadro geral de tratamento no emprego e na atividade profissional).

A “Declaração de Roma” (2014), da Comissão Europeia, e a Presidência Italiana do Conselho da União Europeia, por seu lado, preconizam para a Estratégia Europeia 2020, com base na constatação do aumento do número de boas práticas sobre a gestão da diversidade nas organizações, o desenvolvimento de modelos de gestão dessa mesma diversidade que abranjam colaboradores/as, voluntários/as, consumidores/as e/ou clientes, entidades fornecedoras, passando pelo incentivo e apoio às organizações.

Premiados 2017

A 1a edição do Selo da Diversidade contou com 29 candidaturas por parte de 16 entidades signatárias da carta, de todos os setores e dimensões.

Os resultados destas candidaturas foram conhecidos na Gala da Carta Portuguesa para a Diversidade no passado dia 10 de Novembro 2017 na instalações da Atlântica em Oeiras, evento assistido por mais de 30 organizações e 100 pessoas e onde for reafirmada a importância do tema de Diversidade e Inclusão nas organizações pelas sras. Secretárias de Estado Rosa Monteiro (Cidadania e Igualdade) e Ana Sofia Antunes (Inclusão das pessoas com deficiência).

Foram reconhecidas pelo Júri, constituídos por 5 especialistas de várias áreas convidados para o efeito, 12 práticas: 4 com selos e 8 com menções honrosas. São elas:

Categoria 1: Compromisso da gestão de topo e dos outros níveis hierárquicos

– Selo: Ericsson | Título do projeto: “Formação em enviesamento inconsciente”

Categoria 2: Cultura organizacional

– Menção Honrosa:

* BNP Paribas Portugal | Título do projeto: “Welcoming disability – A diverse approach to talent sourcing”

* EDP | Título do projeto: ” #Tagga o Teu Futuro”

* Essilor PT |Título do projeto: “Diversidade & Inclusão – Um Valor Essilor”

Categoria 3: Recrutamento, seleção e práticas de gestão de pessoa

– Menção Honrosa: EDP |Título do projeto: “Inspiring Camp”

Categoria 4: Desenvolvimento profissional e progressão na carreira

           – Selo: EDP |Título do projeto: “Formação Enviesamento Inconsciente – Potenciar a Diversidade e Inclusão”

Categoria 5: Comunicação da Carta e dos seus princípios

            – Selo: AFID Diferença |Título do projeto: ” Diversid’ARTE”

– Menção Honrosa: Media em Movimento | Título do projeto: “Divulgação da Diversidade”

Categoria 6: Condições de trabalho e acessibilidades

           – Selo: Câmara Municipal de Lisboa |Título do projeto: “Medidas de conciliação”

            – Menção Honrosa:

* EDP |Título do projeto: “Parceria com Places4All”

* L’Oréal |Título do projeto: “Share&Care”

* Ericsson |Título do projeto: “Condições de Trabalho para Todos”

Pode saber mais sobre cada uma destas práticas inspiradoras descarregando a brochura publicada com o resumo de cada uma abaixo: BROCHURA SELO 2017

Brochura Selo Diversidade 2017

 

Candidaturas

Pode concorrer à atribuição do Selo da Diversidade qualquer organização signatária da Carta Portuguesa para a Diversidade, independentemente da sua dimensão ou natureza jurídica.

As candidaturas para o Selo da Diversidade 2017 estiveram abertas entre os dias 22 de Maio e 31 de Julho de 2017 e deverão estar de acordo com o regulamento disponível aqui (em PDF). De momento encontra-se encerradas, sendo prevista a sua reabertura em 2019.

O selo pretende avaliar as práticas em seis categorias:

  • Compromisso da gestão de topo e dos outros níveis hierárquicos;
  • Cultura organizacional;
  • Recrutamento, seleção e práticas de gestão de pessoas;
  • Desenvolvimento profissional e progressão na carreira;
  • Comunicação da Carta e dos seus princípios;
  • Condições de trabalho e acessibilidades.

Apenas serão consideradas as candidaturas enviadas através dos seguintes meios:

 

* Para auxiliar o preenchimento do formulário, disponibilizamos esta versão (em Word). Este documento não substitui o Formulário de Candidatura online nem será considerado pelo júri.

* ERRATA: No item 5.3, página 15 do Guia Explicativo do Regulamento, está descrito que o limite máximo para a resposta é de 2000 caracteres. Esta informação é diferente da que consta no modelo do Formulário de Candidatura que consta no próprio Regulamento, na página 10, onde está listado que o limite é de 1500 caracteres, e também como consta no Formulário de Candidatura oficial. Como este erro foi identificado após já termos recebido candidaturas que ficaram restritas a 1500 caracteres nesta questão, optamos por manter a versão que está online.


Perguntas Frequentes

  1. Na avaliação das candidaturas é considerada apenas a diversidade interna da organização ou também a diversidade externa (clientes, público-alvo, etc.)?
    • O Selo da Diversidade possui seis categorias de reconhecimento. O foco de todas estas dimensões é principalmente a  promoção da diversidade e inclusão internamente (i.e. junto dos recursos humanos da organização). Embora algumas abranjam igualmente a diversidade externa (ex: comunicação) importa realçar que não se trata de apenas trabalhar para sensibilizar para o exterior (clientes/ beneficiários/fornecedores) mas de fazer uma aposta, por exemplo, na composição mais igualitária da futura força de trabalho. As práticas devem estar, portanto, focadas na integração e inclusão no mercado de trabalho e na gestão interna da diversidade. Muitas campanhas de comunicação externa, ações de sensibilização, etc, por exemplo, têm impactos difíceis de medir e poderão não ser fáceis de comprovar a este nível. O importante é enquadrar a prática de forma a demonstrar a relevância para a definição de diversidade descrita na Carta Portuguesa, ou seja, “o reconhecimento, o respeito e a valorização da(s) diferença(s) entre as pessoas, incluindo particularmente as diferenças relativas ao sexo, identidade de género, orientação sexual, etnia, religião, credo, território de origem, cultura, língua, nacionalidade, naturalidade, ascendência, idade, orientação política, ideológica ou social, estado civil, situação familiar, situação económica, estado de saúde, deficiência, estilo pessoal e formação”.
  1. É preciso anexar documentos que comprovem que a organização não possui dívidas junto ao Fundo Social Europeu, à Segurança Social ou à Autoridade Tributária?
    • Não é necessário incluir tais anexos. A Declaração de Honra substitui a necessidade de apresentar comprovativos sobre estas questões.
  1. Quais os documentos que devem ser anexados à candidatura?
    • Devem ser anexados até 3 documentos em formato PDF, que suportem e/ou demonstrem evidência da informação constante da candidatura. Os documentos de apoio poderão ser relatórios oficiais, fotos que ilustrem a prática, organogramas, documentos de comunicações internas ou externas, documentos dirigidos a entidades fornecedoras, exemplos de ofertas de emprego, fotografias de novas instalações, dos escritórios, transcrições de materiais audiovisuais, etc.Será importante que os mesmos reforcem os impactos, a sustentabilidade e replicabilidade das práticas apresentadas. Estes documentos serão enviados para o email selodiversidade@gmail.com com referência ao nome da organização e da prática a que se referem no nome de cada anexo. A declaração de honra não conta para este limite de 3 anexos.
  1. A documentação complementar pode estar em inglês?
    • Sim, é possível anexar documentos em inglês, prevendo a possibilidade de o Júri posteriormente pedir a tradução dos mesmos para português, caso seja essencial para a sua compreensão.
  1. Tenho dúvidas sobre a categoria em que devo enquadrar a prática. Como escolher?
    • Em caso de dúvida, recomendamos selecionar a categoria em que há impactos observados. Sabemos que há boas práticas que terão resultados mais amplos a longo prazo, mas que antes produzem impactos de outras naturezas. Por exemplo, uma organização que faz campanhas para estimular a inclusão em áreas com pouca representatividade de determinado público-alvo não irá encontrar impacto no seu recrutamento e seleção imediatamente; porém está a produzir resultados agora na comunicação dos valores da diversidade. É importante apresentar a prática de acordo com as mais-valias e os resultados já produzidos (quantitativos e qualitativos, desde que comprovados/medidos), bem como do seu potencial de replicabilidade, de sustentabilidade e os recursos que a ela foram alocados. A seleção da categoria “certa” para cada prática pode ser muito importante para a sua valorização no processo de avaliação.
  1. Na ficha de candidatura há o pedido de que sejam apontados os impactos, mas a prática ainda está a decorrer. O que fazer neste caso?
    • A avaliação dos resultados alcançados é uma parte importante da ficha de candidatura, mas não responde por toda a pontuação atribuída. Podem ser apontados indicadores de processo na secção correspondente. Além disso, há diferentes pontos na avaliação dos resultados: impactos nos públicos-alvo, impactos na organização e perspetivas de futuro. Na argumentação, pode-se demonstrar a relevância da prática e apontar que a prática não é algo pontual mas que integra a estratégia da organização, realçando os indicadores existentes que comprovam que a prática “está no bom caminho”.
  1. As práticas deverão ter o tema da diversidade como central?
    • Algumas práticas promovem a igualdade de oportunidades e não estão dentro do âmbito das políticas de diversidade da organização, ou podem estar fora do departamento de RH, pois são transversais à mesma (ex: ações de Requalificação e Validação de Competências para todos/as os que têm menos do que o 9º ano; processos cuidados de integração de novas pessoas; avaliação de desempenho inclusiva e participada; procedimentos de comunicação interna com preocupação com a acessibilidade e abrangência, etc.) e são elegíveis para o Selo. O importante é que promovam a diversidade e inclusão conforme descrito na Carta.
  1. Quando são referidos limites de carateres, falamos de carateres com ou sem espaços?
    • Com espaços.
  1. Podemos apresentar práticas da organização implementadas noutros países?
    • Não. A prática terá que ter sido implementada em Portugal. Uma organização multinacional pode implementar uma prática que seja comum às várias ou a algumas das suas filiais/delegações, mas a prática candidatada tem que ter sido aplicada em Portugal, podendo a valorização da mesma passar pela forma como foi adaptada ao contexto nacional.
  1. Quantas candidaturas posso submeter em nome da minha organização?
    • São permitidas 1 candidatura por categoria, isto é, 6 candidaturas.
  1. Na minha organização há práticas ainda não implementadas mas que pretendemos submeter. Como devo proceder?
    • Uma candidatura não pode estar assente numa intenção de intervenção mas numa prática iniciada e enquadrada numa estratégia de ação claramente gizada e implementada, ainda que, no âmbito dessa mesma estratégia, possa haver uma ou outra atividade ainda por concluir.
  2. Quando deve ter ocorrido a prática em questão?
    • Ela pode estar em andamento, ter ocorrido no último ano ou em outro momento passado.

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