Diversidade e inclusão fazem crescer empresas

Texto original de Ricardo Vieira no SAPO

As estratégias de diversidade e inclusão (D&I) são fatores de crescimento e evolução das empresas, tendo impacto direto na produtividade e na performance financeira das mesmas. Esta é uma das conclusões do estudo “8 tendências para Executivos 2019” elaborado pela Michael Page.

Dados apontam para um crescimento perto dos 19% nas receitas das empresas que são constituídas por equipas de direção mais inclusivas, e para 60% de resultados positivos na tomada de decisões por equipas de gestão caracterizadas pela diversidade. “O estudo mostra que a diversidade não é apenas uma métrica para implementar mas, atualmente, é parte integrante do sucesso financeiro das empresas”, é referido em comunicado.

No entanto, a diversidade continua a ser um desafio nas organizações. Mantém-se baixo o número de mulheres e de minorias étnicas nas 16 empresas da Fortune 500, onde as mulheres representam apenas 6,4% dos cargos de direção e os caucasianos compõem 73% das equipas de gestão.

“Constituir equipas de gestão mais representativas é a melhor estratégia para responder ao desenvolvimento da tecnologia e à evolução do negócio. Nos próximos anos, em que as mudanças tecnológicas vão ter um impacto significativo nas empresas e na forma como as pessoas se relacionam com o trabalho, as estratégias de D&I são a melhor forma de responder à evolução da inteligência artificial. A inteligência humana, e a sua infinita diversidade, é insubstituível, qualquer que seja o tipo de máquina”, refere Joana Barros, senior marketing executive da Michael Page.

Mas é preciso considerar a diversidade de uma forma mais abrangente, conclui a análise, ou seja, “não apenas associada ao género feminino, mas à idade, género, orientação religiosa, sexual, contexto social, culturas e incapacidade. Quando representada entre todos os colaboradores de uma organização, tem um impacto direto no ambiente da organização, com um aumento na produtividade e no desempenho financeiro. O estudo revela ainda que a diversidade é uma realidade da sociedade atual, e um driver importante de inovação”.

“A diversidade não é opcional, nem na força de trabalho nem na gestão. Os líderes das organizações mais representativas têm de refletir a diversidade das pessoas se pretendem manter as empresas humanas e promover uma sociedade mais tolerante. A paz, a prosperidade e o desenvolvimento, dependem disso”, concluiu Joana Barros.